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Não havia outro povo igual. Tratavam os animais com brio, Com pastagens do Rio. Criadas no lindo amieiral
Agora um pouco diferente O melhor desapareceu, Lindas terras a beira-rio Mas a coragem e o brio Nos habitantes não morreu.
Empurrados para o monte Pelas águas que lhes tocaram Com coragem o povo todo, No sopé do monte gordo Um novo povo formaram.
Com melhor produção Do que era atrasada Batatas, azeite e vinho Caça, pesca, madeira de pinho Fruta boa e variada
Desprovidos de indústria E a lavoura degradada, Freixinho é mesmo assim: O povo parece jardim E ali não falta nada
Graças à iniciativa Desta gente muito amável Que o povo tem como herança Gente com muita esperança E uma fé inabalável.
A linda juventude de agora Que nada tem na lembrança, Ainda tem contemplação Pela juventude de então Que ajudaram na mudança
Trabalharam por amor A terra que os viu nascer Entre o presente e o passado Deixaram seu nome gravado Para nunca mais esquecer.
Seu padroeiro S. Miguel Também quis ajudar: Orientou a população Na linda organização Sem sair do seu altar
Freixinho, berço dourado, Que embalou gente de bem, Embalou professoras, Senhoras muito senhoras e doutores também.
O convento N.S. do Carmo, De freiras que já morreram, que lindos doces inventaram Cujas receitas deixaram Às senhoras que aprenderam.
Uma ainda hoje se usa, Não seria das mais fracas, Um doce muito procurado, Por gente de todo lado Que tem o nome de cavacas
As cavacas do Freixinho, Com muitos belos sabores, /Eram muito apreciadas Por gente civilizada E pelos próprios Doutores.
Que em dia de Páscoa, Entravam em todo lado E a partir desses dias Estavam nas romarias Casamentos de baptizados.
Às vezes eram encomendadas Para os anos de um velhinho, Por serem bem preparadas Eram muito apreciadas As cavacas de Freixinho.
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