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   Recolhimento de Nossa Senhora do Carmo de Freixinho

 


 








 

 

                      
O Recolhimento de Nossa Senhora do Carmo foi fundado para pessoas que desejassem receber esmerada educação. Era administrado e gerido por senhoras religiosas sem clausura nem votos, porém todos o respeitavam como se um convento fosse, não saindo, mesmo podendo fazê-lo, sem licença do Prelado da Diocese.
 

Sua sede é uma espécie de casarão comprido, com janelas estreitas, longos corredores com muitas dependências. Ao centro existe um pequeno claustro quadrado, cercado de varandas que se apóia em várias colunas. Junto a este está a Capela (Igreja) cujo traçado exterior é semelhante ao do recolhimento, e se distingue pela cruz que sobrepuja o pórtico de entrada.Em 1910 foram dele retiradas as imagens e todo mobiliário. 
 

Na Igreja algumas sepulturas, e dentre elas pode se ler algumas lápides "Em 28 de Dezembro de 1704, com bôa opinião, deu a alma a Deus D. Paula do Presépio", Aqui jaz Maria de S. Francisco que faleceu nêste Recolhimento, com bôa opinião, aos 12 de fevereiro de 1704" em outra "Sepultura do licenceado João de Gouveia Couto fundador deste recolhimento. Faleceu a 13 de Julho de 1704"
 

A falta de documentos, por esta última inscrição documenta a história da fundação do recolhimento. Vê-se que foi fundado, no final do século XVII, por João de Gouveia Couto, sendo que esta localidade ou seja Freixinho, era a terra dos Coutos.
 

O recolhimento prestou muitos serviços a comunidade, pois muitas jovens e senhoras que por ele passaram não desejando dedicar-se a vida religiosa, saíram dele muito instruídas e com esmerada educação.
 

Embora tenha passado incólume ao atos revolucionários, o recolhimento foi fechado de forma sumária em 1910. Então as recolhidas foram expulsas, seus dotes confiscados, com todos os bens do Recolhimento. Os herdeiros do fundador João de Gouveia Couto recorreram do confisco nos Tribunais, baseados em cláusulas da escritura da fundação e foram atendidos, assim se fazendo Justiça.
 

O recolhimento dava vida a aldeia de Freixinho, sendo que sua extinção foi não só prejudicial a Aldeia, mas também a toda região, porque com ele desapareceu uma fonte de esmerada educação a todas as pessoas indistintamente. O romancista Abel Botelho em seu livro " Mulheres da Beira" fez nele viver sua heroina.

                                                                   Fonte: Terras da Beira  de Ab. Vasco Mor                                     

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