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O Clima, a Flora e Fauna e a natureza do Solo e Minerais
O Clima


Observa-se em Freixinho duas espécies distintas de clima: a zona alta,e as zonas mais baixas, onde se localiza a aldeia, no território da bacia hidrográfica do Távora.

Na parte alta o frio no inverno é mais rigoroso, com forte incidência de geadas e por vezes neves (muito esporádicas nos tempos contemporâneos, devido ao efeito estufa da atmosfera); no verão a temperatura sobe bastante, com periodos de calores em Julho Agosto e Setembro, mas sempre inferiores às zonas baixas. Em baixo, na aldeia, e abrigada do monte, a temperatura é bem mais amena no inverno, havendo também geadas; todavia no verão as temperaturas ultrapassam muitas vezes os 35º. Os meses mais atreitos às chuvas são Novembro e Dezembro. Em várias épocas do ano, principalmente no Inverno sopram ventos frios e secos (o Marão, assim chamado vulgarmente do nome de Marão de onde sopra); os da "Lapa" e "Granjal" são húmidos e menos frios.

Flora e Fauma


Bem conhecida a circunscrição da freguesia de Freixinho, com os seus peculiares acidentes, o clima, a altitude dos montes envolventes e características do solo, se bem que muito discretamente, evidencia-se uma diversidade de flora e fauna que é de considerar:

A FloraSão observadas desde as grandiosas árvores com os castanheiros mais velhos e grandes pinheiros à até à simples grama rasteira; desde as mais diversas plantas frutículas às perfumadas plantas silvestres como o alecrim.

a) - Plantas frutíferas e infrutíferas: Castanheiro (castanea vulgaris), carvalho (quercus vulgaris), pinheiro bravo (pinus pinaster), freixo (fraxinus exc.), amieiro (almus glutinosa), salgueiro (salix), vimeiro (salix fragilis), oliveira (oliva), centeio (centenum), trigo (triticum), milho (milium), marmeleiro (cydonia vulgaris), macieira (malus communis) e as últimas variedades destes com intuito comercial (golden, etc.), madresilva (lonicera periclymenum), sabugueiro (sabucus nigra), pereira-catapereiro (pirus communis), murtinho (vaccinium myrtillus), pútegas (cytinus hypocistis), poupilos (cotyledon), cerdeira (ceresus avium), espinheiro, giesta branca (spartium multiflorum), abrunheiro (prunus insititia), ameixoeira (prunus doméstica), aveleira (corybus avelana), figueira (ficus carica), fetos dos montes (pteris aquilina), videira (vitis vinifera), rosmaniho (lavandola stoechas), sargaço (cistus monspeliensis), urgeira (erica umbellata), tojo (ulex boeticus), azevinho (ilex aquifolium), silva (rubus), campaínhas (leucoium automnalis), lírio amarelo (iris pseudacorus), erva de santana (parietaria ramiflora), gamão (asphodelus fislutosus), urtiga (urtica urens), malmequer (caltha palustris), malvaisco (lavatra cretica), hera (hedera helix), azedas (rumex scutatus), merugem (stellaria media), favaca (lupinus hispanicus), medronheiro (arbusto unedo), ervilha (latyrus oleraceno), a batata, etc.

b) - Plantas venenosas: Trovisco (laureola gnidium), urtemige (leucauthernum parthenium), embude (oenathe crocata), cicuta (conium maculata), verbasco (verbascum thapsus), jarro (arum italicum), arruda (ruta chalepensis)

c) - Plantas medicinais: Malva (malva parviflora), algebrado (verbena officinalis), espargo (asparagus altilis), celidónia (chelidonium majus), aipo (apium graveuleus), borragem (borrago officinalis), hortelã (meulha viridis), seixebra (teucrium scorodonia).

 

A flora é muito abundante em frutas; a plantação e industrialização das maçãs, aumentou muito nos ultimos anos; grande parte da drenagem destas tem-se efectuado para cooperativas locais, a ponto de se encontrar na Vila da Ponte, aldeia anexa a Freixinho duas modernas cooperativas de conservação e comercialização desta fruta: "Frutas Cruzeiro" e "Frusantos"

As peras, pêssegos, ameixas e cerejas, embora não sendo factor económico a salientar, tem vindo a aumentar lentamente a sua produção nos últimos anos.

As plantas leguminosas, abundam na parte baixa da aldeia: nas margens do távora e ribeiros.

 

A Fauna - Existe uma relação entre a fauna e a flora, e a relação é tanta entre as duas, que a primeira não poderia sobreviver sem a segunda.

a) - Animais domésticos: a considerar o boi, cavalo, jumento, cabra, carneiro, suino, vaca, cão e gato; aves, galinhas, pato, marreco, pomba e perú.

b) - Animais selvagens: o lobo, raposa, texugo, fuinha, lebre, coelho, escorpião, víbora, cobra, lagarto, sardanisca, osga, lesmas, toupeiras. Aves como a perdiz, galinhola, codorniz, melro, estorninho, pega, peto, cuco, pintassilgo, mocho, coruja, milhafre, noitibó, bufos, alvéola, peto real, corvo, rola e gaio.

c) - Peixes - A truta (em extinção ultimamente, pela poluição do Távora e construção de 2 pequenas barragens hidroeléctricas  no Távora, a montante de Vila da Ponte), barbo, escalo, voga, erose, fardetas, lontra.

 

A produção animal em Freixinho, com rentabilidade económica, mudou também nos últimos anos: há um notório decréscimo de rebanhos de caprinos e carneiros, e a produção de bovinos em ambiente industrial, para comercialização do leite e carnes, está na aldeia aínda numa fase pouco expansiva.

A mão de obra pela força dos bovinos, foi totalmente ultrapassada pelos veículos motorizados.

Os suinos continuam a estar inseridos anexos em «cortelhos» a muitas residências, pràticamente para, após o crescimento serem consumidos pelos próprios tratantes, embora já se verifique há alguns anos uma exploração industrial; em igualdade de circunstâncias também poderemos igualar certas aves como as galinhas

Natureza do solo e Minerais


A) Natureza do solo

As características do solo são na generalidade graníticos, proveniente da erosão das rochas, verificando-se todavia em zonas isoladas algumas faixas de constituição geológica diferente; o vale do Távora, formado pela depressão dos terrenos desagregados, pela acção lenta das chuvas e as margens do rio são arenosos

B) Minerais
Como em cima foi referido, o granito, constituído por quartzo, feldspato e mica, predomina em toda a aldeia; verificam-se algumas variações da tonalidade em pequenas zonas diferentes, desde o negro e duro, ao mais branco e macio.

 

 

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